Por Anny Freire
Em ambientes de alta complexidade como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e Unidades Coronariana (UCOs), a tecnologia, os protocolos rígidos e a velocidade nas tomadas de decisão são indispensáveis. No entanto, em meio a esse cenário técnico e intenso, um elemento se destaca como pilar essencial para o cuidado: a humanização.
Para a professora Karolina Martins Mattos, coordenadora da Pós-graduação em Enfermagem em UTI e UCO da Emescam, a humanização não apenas reduz o sofrimento do paciente, como também auxilia diretamente na sua recuperação e melhora a experiência dos familiares. “É possível, por meio de protocolos que priorizem a humanização, reduzir o estresse e sofrimento, promover uma comunicação mais efetiva entre equipe e familiares e alcançar desfechos mais positivos”, destaca.
Mesmo em cenários marcados por intubações, bombas de infusão e monitoramento constante, o enfermeiro pode – e deve – ser agente de acolhimento. Estratégias como escuta ativa, uso de linguagem acessível, estabelecimento de vínculo e cuidado empático são ferramentas fundamentais.
“Manter a dignidade do paciente inconsciente ou em estado grave também passa por respeitar sua individualidade, preservar a privacidade e estar atento à comunicação não verbal”, explica a professora Karolina. Esse tipo de cuidado sensível fortalece a confiança entre paciente, familiares e equipe, além de criar um ambiente mais humano, mesmo em meio à crise.
Estudos internacionais já apontam que profissionais com formação específica em terapia intensiva e coronariana proporcionam cuidados mais eficazes, com impacto direto na redução do tempo de internação, melhora clínica e otimização de recursos hospitalares. “A especialização capacita o enfermeiro para atuar de forma mais técnica, segura e assertiva, permitindo uma sistematização da assistência baseada em evidências, com foco real nas necessidades do paciente”, afirma Karolina.
Na Emescam, esse preparo vai além da sala de aula. A instituição oferece vivências práticas supervisionadas no hospital escola, simulações realísticas e módulos que integram aspectos éticos, comunicacionais e paliativos, fundamentais para o enfrentamento de dilemas reais enfrentados nas UTIs.
“Temas como limitação de suporte de vida, comunicação de más notícias e cuidados paliativos são tratados com seriedade, promovendo não só conhecimento técnico, mas também o desenvolvimento de competências emocionais e éticas”, reforça a coordenadora.
A rotina em UTIs e UCOs é, sem dúvida, desafiadora. Além da complexidade dos procedimentos, o enfermeiro lida diariamente com o sofrimento, a dor e a finitude da vida. Essa realidade pode desencadear sofrimento moral, desgaste psíquico e burnout.
Nesse cenário, preparar o profissional para manter o equilíbrio emocional e a empatia é tão importante quanto ensiná-lo a operar equipamentos. Para Karolina, isso se dá por meio de metodologias que incluam simulação, rodas de conversa e espaços de escuta ativa.
“Acreditamos no fortalecimento da espiritualidade, na ética e no autocuidado como pilares para formar profissionais sensíveis, capazes de lidar com a dor e, ao mesmo tempo, promover conforto e dignidade”, afirma.
A professora deixa ainda uma mensagem encorajadora para quem deseja se especializar na área, mas ainda se sente inseguro diante da complexidade do ambiente crítico:
“Todo especialista um dia teve medo. Mas decidiu dar o primeiro passo. Se você tem vontade de crescer e aprender, a pós-graduação existe justamente para te preparar – com teoria, prática e suporte emocional. Acredite no seu potencial. Estamos aqui para caminhar com você.”
Com um corpo docente atuante, foco na prática e estrutura de ensino moderna, a Emescam reafirma seu compromisso de formar profissionais preparados tecnicamente e humanamente para os desafios da saúde contemporânea. Afinal, cuidar em ambientes críticos não é apenas um ato técnico – é um ato profundamente humano.
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