Cuidados que vão Além da Dor: O Papel da Equipe Multidisciplinar no Tratamento Oncológico e a Formação de Especialistas na Emescam

publicado em 05/08/2025

Por Anny Freire

O enfrentamento do câncer exige mais do que intervenções médicas e terapias convencionais. Exige um cuidado humano, integral e multidisciplinar — que vai muito além do controle da dor. Na Emescam, essa compreensão está no centro da formação dos profissionais de saúde, especialmente na pós-graduação em Enfermagem Oncológica e Cuidados Paliativos.

Segundo a professora Karoline Feitosa, coordenadora do curso, o tratamento oncológico exige a união de diversas especialidades para que o paciente e sua família recebam uma assistência completa.

“A equipe multidisciplinar tem o papel de fornecer um cuidado integral. Isso inclui terapias curativas, paliativas e suporte psicossocial. O câncer afeta o corpo, mas também o emocional, o social e o espiritual”, explica.

A visão equivocada de que os cuidados paliativos só devem ser iniciados quando “não há mais o que fazer” ainda é comum, mas precisa ser superada. “Os cuidados paliativos devem começar junto com o diagnóstico. Eles não são sinônimo de fim, mas sim de dignidade ao longo de toda a jornada do paciente”, afirma a professora.

Ela reforça que essa abordagem integrada melhora a qualidade de vida, ajuda no controle de sintomas físicos e psicológicos, além de preparar paciente e familiares para os desafios do tratamento.

“Cuidar vai muito além de curar. É também escutar, acolher, informar e apoiar.”

Estudos recentes comprovam que a adoção precoce de cuidados paliativos está associada à redução de internações em UTIs, melhora da adesão ao tratamento e até diminuição da mortalidade. “Quando o paciente compreende seu papel no processo e é bem assistido, há menos intercorrências e menos necessidade de terapias invasivas. Isso reduz o sofrimento e também otimiza os recursos do sistema de saúde”, destaca Karoline.

A pós-graduação em Cuidados Paliativos da Emescam prepara profissionais para atuar com excelência técnica e sensibilidade humana. O curso oferece aulas com docentes experientes, discussões de casos clínicos, visitas técnicas e vivência prática no hospital-escola da instituição.

“A humanização não é um acessório. É uma necessidade. Escuta, empatia e acolhimento devem ser pilares do cuidado. Isso precisa ser ensinado, praticado e valorizado desde a formação”, afirma a professora.

Além da sólida base teórica, os alunos têm contato direto com a realidade hospitalar, aprendendo a aplicar os conhecimentos em contextos reais. “Ver os cuidados acontecendo na prática transforma a percepção dos estudantes. Eles entendem que, mesmo diante da dor e da finitude, é possível fazer muito pelo outro.”

Aos profissionais que consideram atuar com cuidados paliativos e oncologia, a professora deixa um recado: “É um caminho que exige entrega, aprendizado constante e coragem para lidar com a vulnerabilidade humana. Mas é também uma das áreas mais gratificantes, porque nos permite cuidar com dignidade, aliviar o sofrimento e fazer a diferença em momentos extremamente delicados da vida.”

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