Lucas Scherrer vive experiência internacional na Medicina durante estágio na Cleveland Clinic

publicado em 28/05/2026

Por Lucas Muscarelli

Com o desejo de realizar um período de mobilidade acadêmica desde o início da faculdade, o estudante de Medicina Lucas Scherrer transformou esse objetivo em realidade ao realizar um estágio observacional no departamento de cirurgia do aparelho digestivo da Cleveland Clinic, em Ohio, nos Estados Unidos.

Para a aplicação nas vagas de estágio, Lucas descreve que utilizou uma carta de recomendação, escrita por um médico conhecido de sua família, o seu currículo – estruturado de forma específica para esse tipo de processo – e um personal statement, que, segundo ele, “é como se fosse uma carta minha falando sobre minhas motivações, meus objetivos e minhas expectativas com o estágio”.

Após o processo de seleção e resposta das instituições, Lucas optou pela Cleveland Clinic não apenas pela relevância internacional, mas também pela diversidade do ambiente. No cotidiano hospitalar, teve contato com profissionais e estudantes de diferentes nacionalidades, como japoneses, chineses, mexicanos, peruanos, equatorianos, indianos, uruguaios, jordanianos, ingleses, venezuelanos, além de canadenses e americanos.

Além da experiência cultural, que só uma mobilidade acadêmica internacional pode proporcionar, o aluno diz que sua rotina ficou muito relacionada ao dia a dia cirúrgico. Mesmo estando com frequência no hospital, ele percebeu a rigorosidade com o academicismo e o quanto a prática médica não podia ser dissociada das evidências, haviam momentos de discussão para avaliação de estudos, projetos em andamento do próprio hospital para publicação, além de debates constantes de literatura e boa prática médica.

“Eu acompanhava atendimentos pré e pós-operatórios, principalmente com alinhamento de expectativas com os pacientes, e tive muitas oportunidades de observar cirurgias diferentes, como cirurgias robóticas, hérnias inguinais e femorais, cirurgias bariátricas, reabordagens de complicações, derivações e ressecções diferentes”, relata.

O estágio foi realizado logo após a conclusão do 9º período, no início do internato. Lucas reforça que a formação da EMESCAM, com inserção precoce em cenários de prática, contribuiu para uma adaptação mais fluida à experiência internacional.

A vivência também impactou diretamente sua atuação no internato no Brasil. Hoje, ele destaca a importância de uma avaliação individualizada de cada paciente, com atenção aos detalhes e responsabilidade em cada decisão clínica.

“Hoje, rodando no internato, passando visitas, em ambulatórios e nas diversas práticas que a Santa Casa proporciona, percebo ainda mais a importância de avaliar cada paciente com cuidado, considerando suas complexidades e individualidades de forma completa”.

Como conselho para quem ainda pensa em realizar uma mobilidade internacional, Lucas destaca que a EMESCAM dá muitas oportunidades – práticas médicas, práticas sociais, projetos de extensão, oportunidades de pesquisa. Ele diz que não mediria esforços para viver tudo de novo, sugere que, dentro as possibilidades de cada um, tentem viver uma experiência assim, é de grande impacto social, cultural e acadêmico estar inserido em um ambiente completamente novo, “o mundo é muito grande, a medicina é muito grande, e uma oportunidade dessas realmente pode mudar a nossa visão”.

 

Postagens Recentes

Formulário de Visita

OBS: a data de sugestão para visita será confirmada conforme disposição em nosso calendário.


Receba seu guia agora.

Preencha seus dados abaixo corretamente para receber em seu e-mail o guia gratuito.