Por Anny Freire
A musicoterapia tem um crescimento visível como uma prática essencial na área da saúde, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), onde pacientes enfrentam situações de extrema fragilidade. Mais do que aliviar o estresse, a ansiedade e a dor, a música proporciona acolhimento emocional, fortalece vínculos e promove qualidade de vida em um dos ambientes mais desafiadores do hospital.
“Quando pensamos na UTI, muitas vezes associamos esse espaço apenas à tecnologia e aos procedimentos técnicos. A musicoterapia traz a dimensão humana para dentro desse ambiente, criando momentos de conforto e conexão que impactam diretamente na recuperação dos pacientes”, destaca o especialista e professor da faculdade Emescam Paulo Paraguassú.
Um dos pilares da prática está na valorização do histórico musical de cada pessoa. A música tem o poder de evocar memórias e sentimentos únicos, carregados de significados identitários e afetivos. Ao considerar o repertório pessoal do paciente, o musicoterapeuta amplia os efeitos terapêuticos da intervenção.
De acordo com Benenzon (1998), cada indivíduo possui uma Identidade Sonora (ISO), composta por referências musicais e não musicais que moldam sua identidade. Ao trabalhar com esse repertório, o musicoterapeuta cria ressonância afetiva, estabelecendo um canal de comunicação mesmo em situações em que a fala não é possível.
Bruscia (2000) reforça que a musicoterapia deve ser centrada no paciente, enquanto Thaut (2005) destaca a contribuição da música na reabilitação neurológica e na regulação de funções fisiológicas, como frequência cardíaca, respiração e percepção da dor.
“Cada paciente carrega uma história musical. Quando essa história é reconhecida e utilizada no processo terapêutico, criamos um cuidado individualizado, que respeita a identidade daquela pessoa e potencializa sua recuperação”, explica Paraguassú.
Estudos e práticas clínicas demonstram uma série de benefícios da aplicação da musicoterapia em ambientes de terapia intensiva:
Segundo o professor Paulo Paraguassú, os efeitos vão além do período de internação. “A música abre caminhos de esperança e bem-estar. Mesmo em momentos de grande vulnerabilidade, ela permite que o paciente se reconheça, se expresse e se sinta acolhido. Isso faz toda a diferença não só para ele, mas também para a família e para a equipe que está ao seu redor”, destaca.
Ao integrar a história musical do paciente ao processo de cuidado, a musicoterapia mostra-se como uma ferramenta transformadora, promovendo uma recuperação mais completa, digna e humanizada.
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